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segunda-feira, 8 de março de 2010

Um contrato entre gerações

Passos Coelho denuncia "aumento encapotado dos impostos"

O candidato à liderança do PSD Pedro Passos Coelho considerou hoje, segunda-feira, que a "limitação das deduções fiscais em saúde e educação", prevista no PEC, é um "aumento encapotado dos impostos", afirmando que a suspensão do TGV é "positiva".

Pedro Passos Coelho manifestou a sua preocupação pela "intenção que foi divulgada do Estado pretender diminuir o tecto das deduções de saúde e educação que os portugueses vão poder fazer quando apresentarem o seu IRS".

Segundo o candidato à liderança social democrata, esta medida prevista no Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC), "limitar as deduções fiscais que as famílias possam fazer em saúde e educação, na prática, resulta num aumento encapotado dos impostos".

"Nós precisamos de diminuir a despesa do Estado para reduzir o défice, não precisamos de aumentar a receita fiscal por via de impedir as famílias de fazerem as deduções a que têm direito", justificou Passos Coelho à margem de um almoço que hoje teve em Ermesinde, Valongo, com mulheres autarcas e dirigentes do PSD do Distrito do Porto, no âmbito do Dia Internacional da Mulher.

Defensor de que os "impostos não aumentem", o candidato considerou a suspensão do TGV, hoje anunciada como uma das medidas do PEC, como "positiva", acrescentando seria "importante que o conjunto das grandes obras públicas pudesse ser suspenso de modo a que os projectos pudessem ser reavaliados".

"É difícil o país saber com o que conta do PSD quando ele está envolvido num processo eleitoral", realçou, tendo pedido a José Pedro Aguiar-Branco, nome que também está na corrida à liderança do PSD, a mesma "prudência" que pediu a Manuela Ferreira Leite, relativamente à discussão do PEC.

Segundo Passos Coelho, quer Manuela Ferreira Leite quer Aguiar-Branco sabem que "havendo eleições a muito curto prazo, por uma questão de respeito com os próximos órgãos nacionais, aqueles que hoje estão a terminar o seu mandato devem ser prudentes na forma como se pronunciam e como analisam estas matérias, procurando não comprometer os próximos órgãos nacionais com posições demasiado fechadas".

Passos Coelho, Aguiar-Branco, Paulo Rangel e Castanheira Barros são os quatro candidatos à presidência do PSD, escolha que será feita nas eleições directas de dia 26 de Março, depois do congresso extraordinário, em Mafra, que decorre sábado e domingo.

in http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1514090

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Passos Coelho apresenta ideias para o país e para o partido em nova página de Internet

O social-democrata Pedro Passos Coelho vai explicar a partir de terça-feira na Internet a sua visão para o país através de um conjunto de vídeos e de textos disponibilizados no endereço www.passoscoelho-mudar.com.

A nova página da Internet insere-se na estratégia de divulgação de "Mudar", livro em que Passos Coelho faz um diagnóstico sobre o estado do país e do PSD e defende, entre outras coisas, o reforço do papel da iniciativa privada na condução da economia, dizendo que o Estado "não pode ser ao mesmo tempo árbitro e jogador".

O volume de 280 páginas, publicado com a chancela da editora Bertrand sob a orientação do escritor Francisco José Viegas, é encarado por Passos Coelho como "uma peça importante" na sua campanha para a liderança do PSD.

O roteiro da sua divulgação pública, em mais de 50 postos de venda pelo país inteiro, coincidirá com acções de campanha a nível partidário e será divulgado na próxima semana, em conferência de imprensa.

"É natural que as pessoas que estão preocupadas com o seu futuro, preocupadas em saber como é que se vai resolver a situação em que mergulhámos, queiram apreciar a forma como aqueles que desejam assumir responsabilidades se prepararam para apontar caminhos novos e trazer soluções diferentes para os nossos problemas de hoje. E foi isso que eu procurei traduzir neste livro que escrevi", explica Passos Coelho.

Num dos cinco vídeos que irão ser disponibilizados num primeiro momento na página da Internet, o social-democrata propõe "um novo consenso" sobre o que é a intervenção do Estado na sociedade e na Economia, apontando para um reforço do papel da iniciativa privada.

"Eu sei que é um tema muito delicado, porque muitas pessoas associam a intervenção do Estado a uma tutela, a uma responsabilidade que o Estado tem sobre quase tudo na nossa sociedade", avisa Passos Coelho, que defende a mudança das regras do jogo.

"O Estado (…) não pode ser ao mesmo tempo árbitro e jogador. Precisamos cada vez mais que aquilo que é a iniciativa dos privados, do investimento que eles possam aportar para a economia, a capacidade de correrem riscos, de criar riqueza. Esse papel é insubstituível hoje, e não cabe ao Estado - cabe aos privados", defende Passos Coelho.

Nos restantes vídeos, que surgem como resumos dos capítulos do livro "Mudar", Passos aborda a questão das pensões de reforma e defende, entre outras coisas, a aposta no reforço das ligações entre Portugal e os países de língua oficial portuguesa.

in http://www.publico.clix.pt/Política/passos-coelho-apresenta-ideias-para-o-pais-e-para-o-partido-em-nova-pagina-de-internet_1418447